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Policia Federal corrige valor e diz que Bolsonaro e aliados desviaram R$ 6,8 milhões com as vendas de joias

Inicialmente o valor dos desvios seria de R$ 25 milhões

09/07/2024 às 09h44
Por: Redação
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Foto: Reprodução / Agência Brasil
Foto: Reprodução / Agência Brasil

A Polícia Federal revelou em um extenso relatório que o ex-presidente Jair Bolsonaro e 11 de seus aliados estão sendo investigados por desviar US$ 1,2 milhão (aproximadamente R$ 6,8 milhões) através da comercialização de presentes oficiais recebidos durante seu mandato. Inicialmente divulgado como US$ 4,5 milhões (R$ 25 milhões), os valores foram corrigidos após revisão da própria corporação, horas depois do vazamento do conteúdo pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os indícios apontam para crimes graves, incluindo associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos. Bolsonaro tem negado categoricamente as acusações.

Segundo os investigadores, o grupo utilizava presentes recebidos de autoridades estrangeiras para desviar recursos públicos, com a finalidade de converter esses bens em dinheiro vivo através de terceiros, evitando o sistema bancário formal para ocultar a origem e a propriedade dos valores.

"O grupo ainda teria utilizado a estrutura do Gabinete Adjunto de Documentação Histórica – GADH para 'legalizar' a incorporação dos bens de alto valor ao acervo privado de Jair Bolsonaro", conforme consta no documento de 2.041 páginas enviado ao STF. A operação clandestina teria sido montada após a divulgação, em março de 2023, de matérias jornalísticas que revelaram o recebimento desses presentes.

A investigação da PF, iniciada em março de 2023, concentrou-se em desvios de bens valiosos recebidos por Bolsonaro em suas viagens internacionais, que legalmente deveriam ser incorporados ao patrimônio da União. Além de Bolsonaro, também foram indiciados seus auxiliares próximos, incluindo o ex-ajudante de ordens tenente-coronel Mauro Cid, os advogados Frederick Wassef e Fabio Wajngarten, além do ex-assessor Marcelo Câmara e o então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

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