
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) finalizou, no domingo (11), a Ação Inicial da apuração sobre o acidente que matou três militares da Polícia Militar de Minas Gerais no Vale do Aço e avançou para a fase de análise de dados, etapa em que serão examinadas as condições do voo, o ambiente operacional, os fatores humanos e os sistemas da aeronave.
A queda ocorreu na tarde de sexta-feira (9), nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso. Morreram os três ocupantes do Pegasus 17: o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre, a tenente Alice dos Santos Almeida e a tenente Gabriela Emília Soares Resende.
O avião, um Beechcraft Super King Air 300 de prefixo PP-EJO, deixou o Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, às 15h16, para um voo de recheque de habilitação, procedimento periódico usado para avaliar as condições técnicas e operacionais dos pilotos.
Dados preliminares de plataformas de monitoramento aéreo indicam que a aeronave teria realizado uma arremetida durante a aproximação ao aeroporto e, em seguida, feito uma curva à esquerda antes de cair em uma área de vegetação próxima à cabeceira da pista. As informações, no entanto, ainda não configuram conclusão oficial sobre a dinâmica do acidente.
Na fase agora iniciada, os investigadores devem reunir e cruzar os elementos coletados em campo para identificar os fatores que contribuíram para a ocorrência e, quando necessário, formular recomendações de segurança para prevenir casos semelhantes. Entre as questões em aberto estão os motivos da arremetida, a sequência de eventos que terminou na queda e a eventual comunicação de emergência entre a tripulação e os órgãos de controle de tráfego aéreo.
Durante a Ação Inicial, especialistas estiveram no local para coletar e confirmar dados, fotografar a cena, preservar vestígios, entrevistar testemunhas e verificar os danos na aeronave e no entorno. Os trabalhos foram concluídos às 18h de domingo, segundo nota do órgão, que não divulgou prazo para o relatório final. Até o momento, não há confirmação de falhas técnicas ou operacionais, e a investigação não tem como finalidade determinar culpa ou responsabilidade.
O Cenipa esclareceu ainda que a retirada dos destroços e dos bens transportados é de responsabilidade do operador da aeronave e poderá ocorrer após a liberação da área pelo investigador responsável e pelas autoridades policiais competentes, respeitados os riscos à segurança, à saúde pública, ao meio ambiente e à coletividade.