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Cenipa conclui etapa inicial da investigação da queda do avião da Polícia Militar no Vale do Aço

Órgão agora analisa os dados do voo para apurar os fatores da tragédia que matou três militares em Santana do Paraíso; causas ainda não foram determinadas

13/10/2026 às 11h17
Por: Marcelo Augusto
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O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) finalizou, no domingo (11), a Ação Inicial da apuração sobre o acidente que matou três militares da Polícia Militar de Minas Gerais no Vale do Aço e avançou para a fase de análise de dados, etapa em que serão examinadas as condições do voo, o ambiente operacional, os fatores humanos e os sistemas da aeronave.

A queda ocorreu na tarde de sexta-feira (9), nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso. Morreram os três ocupantes do Pegasus 17: o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre, a tenente Alice dos Santos Almeida e a tenente Gabriela Emília Soares Resende.

O avião, um Beechcraft Super King Air 300 de prefixo PP-EJO, deixou o Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, às 15h16, para um voo de recheque de habilitação, procedimento periódico usado para avaliar as condições técnicas e operacionais dos pilotos.

Dados preliminares de plataformas de monitoramento aéreo indicam que a aeronave teria realizado uma arremetida durante a aproximação ao aeroporto e, em seguida, feito uma curva à esquerda antes de cair em uma área de vegetação próxima à cabeceira da pista. As informações, no entanto, ainda não configuram conclusão oficial sobre a dinâmica do acidente.

Na fase agora iniciada, os investigadores devem reunir e cruzar os elementos coletados em campo para identificar os fatores que contribuíram para a ocorrência e, quando necessário, formular recomendações de segurança para prevenir casos semelhantes. Entre as questões em aberto estão os motivos da arremetida, a sequência de eventos que terminou na queda e a eventual comunicação de emergência entre a tripulação e os órgãos de controle de tráfego aéreo.

Durante a Ação Inicial, especialistas estiveram no local para coletar e confirmar dados, fotografar a cena, preservar vestígios, entrevistar testemunhas e verificar os danos na aeronave e no entorno. Os trabalhos foram concluídos às 18h de domingo, segundo nota do órgão, que não divulgou prazo para o relatório final. Até o momento, não há confirmação de falhas técnicas ou operacionais, e a investigação não tem como finalidade determinar culpa ou responsabilidade.

O Cenipa esclareceu ainda que a retirada dos destroços e dos bens transportados é de responsabilidade do operador da aeronave e poderá ocorrer após a liberação da área pelo investigador responsável e pelas autoridades policiais competentes, respeitados os riscos à segurança, à saúde pública, ao meio ambiente e à coletividade.

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