
A ginasta brasileira Rebeca Andrade voltou ao topo do pódio internacional neste sábado (24) ao conquistar a medalha de ouro na prova do salto sobre a mesa no Campeonato Mundial de Ginástica Artística de 2026, realizado em Roterdã, na Holanda. Com média de 14,466 pontos, a atleta garantiu seu terceiro título mundial na modalidade e alcançou um feito histórico para o esporte brasileiro.
O pódio foi completado pelas norte-americanas Claire Pease, que conquistou a prata com 14,233 pontos, e Skye Blakely, medalhista de bronze com 14,166 pontos.
A vitória marca mais um capítulo importante na carreira da ginasta de 27 anos, que já havia conquistado o ouro no salto nos Mundiais de 2021, em Kitakyushu, no Japão, e de 2023, em Antuérpia, na Bélgica.
Com o resultado em Roterdã, Rebeca Andrade se tornou a segunda ginasta a conquistar três títulos mundiais no salto sobre a mesa. Até então, a única atleta a alcançar essa marca era a chinesa Cheng Fei, campeã da prova em três edições consecutivas, entre 2005 e 2007.
A brasileira também se tornou a primeira ginasta do país a conquistar três ouros mundiais em uma mesma prova. O resultado reforça sua posição entre os principais nomes da ginástica artística internacional e amplia a presença do Brasil na história da modalidade.
Além dos três títulos no salto, Rebeca foi campeã mundial do individual geral em 2022, resultado que consolidou sua trajetória entre as principais atletas da ginástica feminina.
O ouro conquistado na Holanda elevou para dez o número de medalhas de Rebeca Andrade em Campeonatos Mundiais. O retrospecto da brasileira na competição reúne quatro ouros, quatro pratas e dois bronzes.
A atleta também possui seis medalhas olímpicas, conquistadas nos Jogos de Tóquio, em 2021, e Paris, em 2024. No total, são duas medalhas de ouro, três de prata e uma de bronze em Olimpíadas, tornando-a a maior medalhista olímpica brasileira.
A conquista deste sábado também representa seu retorno ao pódio de um Mundial após ficar fora da edição de 2025. A participação em Roterdã marca a volta da ginasta à principal competição internacional da modalidade desde 2023.
Na final do salto, Rebeca apresentou duas execuções que garantiram a pontuação necessária para assumir a liderança da disputa. A consistência nas aterrissagens e a qualidade técnica dos movimentos foram determinantes para que a brasileira terminasse à frente das adversárias.
A norte-americana Claire Pease ficou com a segunda colocação, enquanto Skye Blakely completou o pódio. A decisão também foi acompanhada pela norte-americana Simone Biles, uma das maiores referências da ginástica artística mundial, que esteve presente em Roterdã, mas não disputou a final.
O desempenho de Rebeca confirmou o bom resultado obtido nas etapas anteriores da competição e transformou sua participação no Mundial em mais uma conquista expressiva para o esporte brasileiro.
A campanha brasileira em Roterdã segue com a possibilidade de ampliar o número de pódios. A ginasta Flávia Saraiva está entre as atletas que representam o país na competição e tem participação prevista na final da trave, marcada para domingo (25).
A equipe feminina brasileira terminou na quinta colocação na disputa por equipes, resultado que mantém o país entre os participantes competitivos da modalidade, embora ainda haja desafios para alcançar o pódio coletivo.
Com o tricampeonato de Rebeca Andrade, o Brasil volta a conquistar destaque no cenário mundial da ginástica artística e reforça sua tradição recente de resultados expressivos em competições internacionais.
A medalha de ouro em Roterdã acrescenta mais um marco à trajetória da atleta, que já havia conquistado títulos mundiais e olímpicos e agora passa a dividir com Cheng Fei o posto de tricampeã mundial do salto sobre a mesa.