
O vereador de Ipatinga, Matheus Braga, protocolou o projeto de lei 156, que prevê gratuidade de até uma hora no estacionamento rotativo do município, atualmente conhecido como Zona Azul. A proposta foi apresentada inicialmente nas redes sociais do parlamentar e, segundo ele, surgiu da reclamação de comerciantes e de frequentadores das zonas comerciais da cidade desde o retorno da implementação do rotativo. O projeto ainda precisa passar por comissões e pela votação em plenário antes de entrar em vigor.
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Em entrevista aos Canais VOX, o vereador afirmou que a reclamação mais recorrente em seu gabinete, especialmente nos últimos 30 dias, é o tempo insuficiente de tolerância para quem estaciona nas áreas comerciais. "Salvo engano, 10 a 15 minutos, o que não é suficiente, até porque tem poucas pessoas na rua trabalhando, as pessoas não sabem direito e não têm informações direito a respeito de chegar, estacionar e ter que entrar no aplicativo para liberar a placa para poder valer esses 15 minutos. Só o tempo dele poder fazer isso, já acabou esses 15 minutos", declarou.
Segundo o parlamentar, a motivação do projeto é compatibilizar a manutenção do rodízio de vagas com a viabilidade econômica do comércio local. "A gente não está proibindo o rotativo, até porque é uma decisão exclusiva do prefeito da cidade. Mas nós estamos criando uma balança, um equilíbrio nisso", disse. Braga argumentou que o período de uma hora permitiria ao cliente estacionar, ir à loja, concluir a compra e retornar ao carro, passando a cobrança a valer apenas depois desse intervalo.
O vereador citou ainda problemas estruturais do centro da cidade como parte do contexto da proposta, entre eles a falta de segurança, a presença de dependentes químicos em situação de rua e o que classificou como situação de abandono da região central. Também mencionou as dificuldades econômicas enfrentadas pela população como fator que pesa sobre o comércio.
Sobre a origem da demanda, Matheus Braga afirmou que as informações chegam principalmente por seu perfil no Instagram, onde relata filtrar as solicitações recebidas, e também por meio de comerciantes que o abordam na rua. De acordo com ele, após a publicação do vídeo com o protocolo do projeto, grupos de comerciantes da cidade passaram a discutir a proposta no mesmo dia. "A gente acredita que as demandas que chegam até a gente, que a gente entende da necessidade e a gente acha soluções para enfrentar, é importante para toda a cidade", concluiu o vereador.
O texto do projeto ainda não tem data definida para análise nas comissões nem para votação.