
No Dia de Finados, 2 de novembro, a fundadora do Instituto Raquel Barreto de prevenção a acidentes, Maria de Lourdes Barreto, falou aos canais Vox sobre o significado da data e sobre o trabalho de conscientização no trânsito que realiza ao lado do marido. Lourdes e o marido perderam a filha, Raquel Barreto, em um atropelamento e hoje dedicam a rotina ao acolhimento de pessoas que também perderam entes queridos.
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A data, segundo ela, tem significado profundo para os que já perderam alguém. "É uma data muito significativa para nós e para todos os que perdem seus entes queridos", afirmou. O ritual do instituto no dia, conforme explicou, é de acolhimento. "A gente vem para dar um acolhimento às pessoas que também sofreram a perda de seus entes queridos. A gente traz um abraço fraterno para poder estar ajudando essas pessoas a diminuir um pouco da dor, do luto da perda de um ente querido."
O Dia de Finados é dedicado, no Brasil e em outros países de tradição cristã, à memória dos mortos, com visitas a cemitérios e celebrações religiosas em homenagem aos falecidos. É nesse contexto que o instituto reserva a data para receber famílias enlutadas, oferecendo apoio a quem perdeu parentes — não apenas em acidentes de trânsito.
O Instituto Raquel Barreto nasceu da tragédia que vitimou a filha do casal. "Em 2008, ela foi atropelada por um motorista embriagado ao chegar em casa, estava quase chegando", relatou. "Ela sofreu esse atropelamento e morreu na hora."
A partir daí, a família decidiu trabalhar em duas frentes: o acolhimento às pessoas enlutadas e a redução dos acidentes no trânsito. O instituto realiza blitz educativas, palestras em escolas, igrejas e empresas. "A gente trabalha durante o ano, todos os dias, de segunda a sexta-feira, em prol de um trânsito mais educado e humanizado", disse Maria de Lourdes.